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Futebol europeu dominado por ingleses: Tottenham x Liverpool e Chelsea x Arsenal - Retrospectiva

Tottenham e Liverpool fazem a final da Champions League; Chelsea e Arsenal disputam o título da Europa League


Confrontos ingleses marcam as finais europeias de 2019. Fotos retiradas dos sites Gool 24.net e Ig Esporte.


Algo inédito irá acontecer nas competições europeias: quatro times do mesmo país farão as finais dos dois principais torneios do velho continente. As equipes inglesas chegam nas decisões após grandes e emocionantes confrontos, com direito à viradas e classificação somente após a disputa de pênaltis.


Final da Champions League: Tottenham x Liverpool


Final da Champions League: Tottenham e Liverpool. Foto retirada do Youtube, canal: Bruno Gamer

Para começar a conversa, iremos de Champions. O Liverpool chega a mais uma final (a equipe perdeu para o Real Madrid na temporada passada) e o Tottenham alcança a sua primeira final da competição. Os times se enfrentam no sábado, 01, às 16h.


Para chegar até a final, a equipe de Jürgen Klopp mostrou aos torcedores um pouco do que estava por vir: muita emoção e classificação no segundo lugar no seu grupo, após vencer o confronto direto contra o Napoli, em Anfield, por 1x0. Avançou com 9 pontos, 3 vitórias e 3 derrotas, atrás do Paris

Saint- Germain, líder do grupo com 11 pontos.


Jürgen Klopp comemora a vitória contra o Napoli, por 1x0. Foto retirada do site Globo Esporte.

Nas oitavas de final do torneio, duelo entre gigantes: Liverpool e Bayern de Munique logo de cara. Após um 0x0 em casa, a equipe da cidade dos Beatles foi até a Alemanha e conseguiu um feito que poucos clubes fizeram nessa temporada. Vitória na casa dos bávaros por 3x1, com gols de Van Dijk e Sadio Mané, duas vezes, para garantir a vaga para às quartas.


Sadio Mané, carrasco do Bayern. Dois gols dele contra os bávaros. Foto retirada do site Futebol Stats.

Na fase seguinte, viria o Porto. Duas vitórias contra os portugueses. Na partida de ida, em Anfield, Roberto Firmino e Naby Keita fizeram os gols dos Reds, fazendo com que o Liverpool fosse em vantagem para Portugal. Na volta, goleada dos comandados de Klopp, por 4x1. Firmino, mais uma vez, Mané, Mohamed Salah e Van Dijk marcaram para o Liverpool. O brasileiro Éder Militão fez o gol de honra do Porto.

Roberto Firmino, destaque do confronto contra o Porto, com 2 gols marcados no jogos entre as equipes. Foto retirada do site Globo Esporte.

Nas semis, outra parada duríssima: o Barcelona. E o confronto não começou do jeito que os Reds gostariam: no jogo de ida, 3x0 para os comandados de Ernesto Valverde. Lionel Messi, duas vezes e Luis Suárez, garantindo a lei do ex, fizeram os gols da equipe catalã.


Na partida de volta, uma tarefa muito difícil para a equipe de Liverpool: reverter o placar adverso de 3x0, sem tomar gols. Além disso, problemas físicos fizeram com que a tarefa se tornasse ainda mais complicada: Firmino e Salah, destaques da equipe, não poderiam enfrentar o Barcelona. O brasileiro estava com uma lesão na virilha e o egípcio ficou de fora por causa de uma medida de precaução, devido a uma convulsão, sofrida no jogo contra o Newcastle.


Quem acompanha o time do Liverpool, sabe que a equipe é conhecida por algumas façanhas memoráveis. Um exemplo, é o milagre de Istambul, quando os Reds venceram o Milan levando a partida para os pênaltis, após estar perdendo por 3x0. Pela mesma competição, o time conseguiu mais um feito: 4x0, em Anfield.


A partida ficou marcada devido aos heróis improváveis: Divock Origi e Georginio Wijnaldum.

O primeiro, iniciou a contagem aos 7 do da etapa inicial e a finalizou, aos 34 minutos do segundo tempo. Já Wijnaldum, marcou dois gols seguidos (sim, um atrás do outro praticamente), aos 9 e 11 minutos do segundo tempo. Vaga garantida para Madri, contra o Tottenham, que também se garantiu na final com muita emoção.

Origi e Wijnaldum, autores dos gols da façanha contra o Barcelona. Fotos retiradas dos sites UOL Esporte e Globo Esporte.


Assim como o seu adversário, o Tottenham só se garantiu no mata-mata da Champions na última rodada, também nos critérios de desempate. Mesmo conquistando apenas 1 ponto na 3 primeiras rodadas, os comandados de Mauricio Pochettino conseguiram dar a volta por cima. Após empatar com o Barcelona, no Camp Nou, os Spurs se garantiram nas oitavas avançando com 8 pontos, 2 vitórias, 2 empates e 2 derrotas, atrás dos catalães, que avançaram com 14 pontos ganhos. O gol da classificação só saiu no final, aos 40 minutos do segundo tempo. Lucas, foi o autor do gol. Guarde esse nome, pois ele será importante mais para frente.

Jogadores do Tottenham comemorando a classificação para a próxima fase da Champions. Foto retirada do site Correio-BA.

As oitavas de final proporcionaram jogos entre grandes equipes logo de cara. Dessa vez pôs frente a frente Tottenham e Borussia Dortmund. Na partida de ida, um sonoro 3x0 para os Spurs. Gols de Fernando Llorente, Jan Vertoghen e Heung-Min Son, garantindo a larga vantagem a favor dos ingleses para a partida de volta. Na Alemanha, Harry Kane marcou o único gol da partida de volta e garantiu o triunfo para o Tottenham. 4x0 e vaga para às quartas.


Harry Kane, comemorando o gol contra o Dortmund. Foto retirada do site Lance.

A fase seguinte guardou um grande desafio para o Tottenham: o Manchester City de Pep Guardiola, que vinha de um agregado de 10x2 contra o Schalke-ALE. No jogo de ida, em seu novo estádio, o Tottenham Stadium, vitória por 1x0. Gol de Son, no segundo tempo da partida. O melhor estaria por vir: um jogaço cheio de reviravoltas, com 7 gols.


No Etihad Stadium, casa do City, Raheem Sterling marcou logo no início da partida, aos 4 minutos. Depois do cartão de visitas, Heung-Min Son virou a partida com dois gols seguidos, aos 7 e 10 minutos, respectivamente. A "revirada" dos Citizens aconteceu ainda no primeiro tempo, com Bernardo Silva, logo em seguida aos 11 e Sterling novamente, aos 21.


No segundo tempo da partida, aos 14 minutos, Sergio Agüero marcou o gol que daria a classificação para os comandados de Pep Guardiola às semifinais da Champions. Daria, se não fosse pelo gol de barriga/quadril de Llorente, aos 28 minutos do 2º tempo, garantindo o Tottenham nas semis da competição. Isso não acontecia desde 1961-62.


Son com 2 gols marcados e Llorente com o gol da classificação foram os destaques do Tottenham contra o City. Fotos retiradas dos sites Tottenham Brasil e Folha-PE.


Nas semis, confrontos entre os times considerados azarões, se levarmos em consideração o outro confronto (Barcelona x Liverpool). O próximo adversário dos Spurs seria o Ajax, do brasileiro David Neres, Erik ten Hag, Matthijs de Ligt, Dušan Tadić e companhia.


A visita do time holandês até Londres foi indigesta para os ingleses. No jogo de ida, 1x0 para o Ajax, com o gol do meio-campista Van de Beek. A equipe comandada por Erik ten Hag ficou marcada por conseguir grandes resultados fora de casa nessa competição: eliminou o Real Madrid com um sonoro 4x1, no Santiago Bernabéu e a Juventus, atual octacampeã italiana por 2x1, no Juventus Stadium. Porém, dessa vez o Tottenham fez a equipe holandesa provar do seu próprio veneno.


Van de Beek comemorando o gol da vitória contra o Tottenham. Foto retirada do blog Ponto de Bola - UOL.

Antes do Tottenham fazer o Ajax provar do seu próprio veneno, no jogo de volta, o time de Amsterdã impôs um 2x0 ainda no primeiro tempo contra os Spurs: gols de de Ligt, aos 5 minutos e Hakim Ziyech, aos 35. No segundo tempo, já com um agregado de 3x0 para os mandantes, Mauricio Pochettino fez com que a equipe londrina tivesse uma mudança de postura: tirou o volante Victor Wanyama e colocou o atacante Fernando Llorente. Com isso, o Tottenham se tornou mais ofensivo e partiu em busca da classificação.


Lembra do pedido de lembrança de um nome no início da trajetória dos Spurs? Pois é, Lucas, uma espécie de 12º jogador da equipe, foi o responsável pela classificação do Tottenham para a final da Champions. O brasileiro marcou dois gols seguidos para os ingleses, no começo da segunda etapa, aos 10 e aos 14 minutos. O terceiro gol de Lucas, só saiu nos acréscimos da partida, aos 51 minutos, levando o clube inglês a uma final inédita de Champions League.


Mauricio Pochettino e jogadores do Tottenham comemoram a classificação para a final da Champions. Foto retirada do Google.



Final da Europa League: Chelsea x Arsenal


Chelsea e Arsenal fazem a final da Europa League. Foto retirada do site Rileys Blog.

Como já foi destacado no título do texto, a final da outra competição europeia entre clubes também será decidida entre ingleses: Chelsea e Arsenal, rivais da cidade de Londres. O Chelsea chega à final com muitas doses de emoção, depois de uma disputa de pênaltis acirrada. Já o Arsenal, apesar das duas vitórias nas semis, passou com um certo sofrimento, típico dos Gunners. A decisão acontecerá hoje, 29, às 16h.


Começando pelo lado azul do confronto, os Blues passaram invictos na fase de grupos da competição: 16 pontos, 5 vitórias e 1 empate. Na fase 16 avos de final, o Chelsea passou com certa facilidade contra o Malmö, da Suécia: 2x1 na ida e 3x0 na volta para os ingleses. Destaque para Olivier Giroud e Ross Barkley, ambos marcando dois gols cada nos confrontos.


Giroud (à esquerda) e Barkley (à direita), destaques do confronto contra o Malmö-SUE. Foto retirada do site Be Soccer.

Nas oitavas, o Chelsea passou novamente com facilidade: 3x0 na ida e 5x0 na volta. O adversário da vez foi o Dinamo de Kiev-UCR, perdendo por 8x0 no agregado. Os destaques do confronto foram o jovem Callum Hudson-Odoi, com 2 gols nos 2 jogos e novamente Olivier Giroud, fazendo um hat-trick (expressão usada quando o jogador faz 3 gols numa mesma partida) na Ucrânia.


Hudson-Odoi (abraçando Loftus-Cheek) e Olivier Giroud, destaques contra o Dynamo de Kiev.

Fotos retiradas dos sites Gazeta Esportiva e SB Nation.


Continuando a sua caminhada na Europa League, nas quartas o time de Londres encarou o Slavia Praga, da República Tcheca e dessa vez encontrou mais dificuldades para avançar: 1x0 no jogo de ida, com o gol solitário de Marcos Alonso e um surpreendente 4x3 na partida de volta, quando chegou a estar vencendo por 4x1. O destaque do Chelsea na segunda partida foi o atacante Pedro Rodríguez, marcando 2 gols para os Blues.


Pedro, atacante do Chelsea foi o destaque da equipe contra o Slavia Praga, com 2 gols marcados. Foto retirada do Google News.

Nas semis o Chelsea teria o seu maior desafio na competição. Iria enfrentar o Eintracht Frankfurt-ALE, que havia deixado para trás candidatos de respeito: o Shakhtar Donetsk-UCR, a Internazionale-ITA e o Benfica-POR. No jogo de ida, em Frankfurt, empate por 1x1. Gols de Luka Jovic para os mandantes e Pedro, para os Blues.


Na volta, muitas emoções. Em Stamford Bridge, Chelsea e Eintracht empataram novamente por 1x1. O placar permaneceu na prorrogação, com direito a David Luiz salvando um gol à la Copa das Confederações e o jogo foi para os pênaltis. Na disputa das penalidades, Azpilicueta deu um susto na torcida da casa e perdeu a sua cobrança. Em seguida, Jonathan de Guzmán deixou os alemães em vantagem, 3x1.


A partir daí, surge a estrela de Kepa Arrizabalaga, goleiro do Chelsea. O arqueiro pegou as duas cobranças que restavam para o Frankfurt. A primeira defesa, foi no meio do gol, segurando uma bomba cobrada por Martin Hinteregger, com o joelho. A segunda, ele se esticou todo para pegar o pênalti cobrado por Gonçalo Paciência. Coube ao craque do time, Eden Hazard, converter a última cobrança e colocar os Blues na decisão da competição.


A última vez que o Chelsea disputou uma decisão europeia foi em 2012-13, pela mesma Europa League, derrotando o Benfica-POR. O adversário dessa vez será o Arsenal, rival londrino.

Kepa, principal personagem na disputa de pênaltis contra o Eintracht. Foto: Shutterstock.

Pelo lado vermelho do confronto, o Arsenal também terminou invicto na fase de grupos, com os mesmos 16 pontos, 5 vitórias e 1 empate do rival. Na fase 16 avos de final, enfrentaria o BATE Borisov-BLR. Desde esse jogo, o Arsenal começava a proporcionar ao seu torcedor um pouco de emoção: derrota na primeira partida, por 1x0. Na volta, os Gunners conseguiram se impor e venceram por 3x0. Destaque para Shkodran Mustafi e Sokratis Papastathopoulos, autores dos gols. Além deles, Zakhar Volkov iniciou a contagem, marcando contra.

Jogadores do Arsenal comemorando o gol feito por Sokratis, contra o BATE. Foto retirada do site Lance.

Nas oitavas, o Arsenal enfrentaria o Rennes-FRA. Mais emoção estaria por vir. O primeiro jogo foi na França e acabou 3x1 para os franceses, de virada. Na volta, os comandados de Unay Emery teriam que correr atrás do resultado mais uma vez. No Emirates, estádio dos Gunners, vitória com aquela pitada de emoção, cara do time do norte de Londres: 3x0 para o Arsenal. Destaque para Pierre-Emerick Aubameyang, atacante gabonês, com dois gols marcados e uma comemoração singular.


Aubameyang, atacante conhecido pelo uso de máscaras nas comemorações dos seus gols. Foto retirada do site Oi Negro.

Pelas quartas, o Arsenal teria um confronto complicadíssimo pela frente: O Napoli, da Itália. Dessa vez, o time de Londres jogaria a primeira em casa, o que seria muito bom, tendo em vista que perdeu os dois primeiros confrontos do mata-mata fora dos seus domínios. Vitória, por 2x0 e domínio dos Gunners. Os gols foram marcados por Aaron Ramsey e Kalidou Koulibaly contra, após chute de Lucas Torreira. Na volta, outra vitória dos comandados de Unay Emery: 1x0, com um bonito gol de falta de Alexandre Lacazette. O próximo adversário seria o Valencia, da Espanha.

Ramsey autor de um dos gols no primeiro jogo e Lacazette, cobrador da falta que deu a vitória para o Arsenal no segundo confronto contra o Napoli. Fotos: Globo Esporte.


Em jogo válido pela semifinal, o Arsenal jogaria novamente a primeira em casa. Para quem não está acostumado com os jogos dos Gunners, sempre tem emoção. Dessa vez, o Valencia saiu na frente em pleno Emirates, com Mouctar Diakhaby. Porém, o time do norte de Londres correu atrás, virando o jogo ainda no primeiro tempo com Lacazette, este marcando duas vezes. Aubameyang, no final do segundo tempo, garantiu a vantagem dos londrinos por dois gols.


No jogo de volta, no Mestalla, Kevin Gameiro mostrou o cartão de visitas espanhol e abriu o placar, aos 11 minutos. Aubameyang marcou minutos depois, fazendo com que o primeiro tempo terminasse empatado. No segundo tempo, 4 gols. No comecinho da etapa complementar, Lacazette vira o jogo para o Arsenal. Gameiro empata a partida novamente, aos 13 do 2º. A partir daí, viria a consagração de Pierre-Emerick Aubameyang. Hat-trick para o

gabonês, com os seus outros dois gols marcados aos 24 e aos 43 do 2º tempo. O Arsenal está em uma final europeia após 13 anos.


Arsenal 7x3 Valencia no agregado. 4 gols de Aubameyang e 3 de Lacazette. Foto retirada do site 101 Great Goals.

A partir do que foi apresentado, pode-se constatar que as críticas sobre o desempenho dos times ingleses nos campeonatos entre clubes europeus foi por água abaixo. Chegando "aqui e acolá" com pelo menos um representante nas fases decisivas (final ou semifinal) nas últimas temporadas, dessa vez a Inglaterra chega com 4 representantes nas finais da Champions e Europa League. Algo inédito e que faz com que os críticos vejam a força do futebol inglês.

 
 
 

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